16 de maro de 2018 Nordeste , Brasil

Em Sergipe conheça Laranjeiras e São Cristóvão

As cidades de Laranjeiras e São Cristóvão estão localizadas na região Metropolitana de Aracaju – capital do estado de Sergipe. A história conta que as duas cidades disputavam a primazia de ser o município mais importante da região na época do Império. Ambas eram grandes produtoras de açúcar, o ‘ouro branco’ muito apreciado na Europa, o que enriqueceu os senhores de engenho. Em 1855 Aracaju foi escolhida para ser a capital da Província, o que levou a uma crise, com a mudança da população das duas cidades para a nova capital no litoral.

São Cristóvão

Datada de 1693, a Igreja e o Convento de São Francisco é uma importante herança colonial

 

Foi a primeira capital de Sergipe e está distante 30 quilômetros de Aracaju. A igreja de São Francisco recebeu da Unesco, em 2010, o título de Patrimônio da Humanidade. São Cristóvão tem imóveis da época colônia ainda bem conservados. Igrejas, museus e casario, tudo harmonizado em uma áurea da antiga opulência. As igreja de Santa Isabel e Congregação Irmãs Missionárias Lar Imaculada Conceição, de 1607, estão nos arredores. Na praça da Matriz você pode visitar a Igreja Nossa Senhora da Vitória.

A cidade, como as demais da época colonial, tem muitas igrejas. A igreja do Rosário dos Pretos, de 1645, a Nossa Senhora do Amparo e a Nosso Senhor dos Passos,  de 1739.

Em São Cristóvão também há o Museu de Arte Sacra e o Museu Histórico de Sergipe, que funcionam de terça a domingo, das 10h às 16h. Convém contratar um guia turístico para contar as histórias de cada atrativo, pois não há muita coisa na internet.

Laranjeiras

A cidade cresceu a partir do porto no rio Cotinguiba

A 20 quilômetros de Aracaju, Laranjeiras também teve seu período áureo no Brasil Colônia, tendo surgido no entorno de um porto do rio Cotinguiba, importante entreposto comercial, onde se trocavam mercadorias e negociavam escravos. Mais tarde, já no século XIX, Laranjeiras passou a ser o maior produtor de açúcar cristal de Sergipe. O destaque atual é para as igrejas.

Algumas em pontos elevados, de onde dá para ver a beleza da região:  igrejas do Retiro (1701); de Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba (1734); de Nossa Senhora da Conceição dos Pardos (1843); a Igreja Presbiteriana de Sergipe (1884); a Igreja do Bonfim; Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus (1791); a capela de Sant’Aninha (1860); Igreja Bom Jesus dos Navegantes (1905); Igreja de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário; Igreja Jesus, Maria e José (1769).

Vale a pena visitar o Museu Afro-Brasileiro de Sergipe, que contém peças originais dessa cultura. Não encontramos guias, nem muitas informações ou mapa no setor de apoio ao turista.


Autor: José Carlos Sá, Teu Norte
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