21 de maio de 2017 Cultura , História , Passeio

Igrejinha de Santo Antônio tem devoção e história de Porto Velho

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Capelinha de Santo Antônio do Madeira

Uma das poucas e tradicionais festas religiosas que ainda é comemorada em Porto Velho é a festa de Santo Antônio, todo dia 13 de junho. O tradicional arraial é montado no átrio da centenária capela de Santo Antônio de Pádua, localizada na atual vila de Santo Antônio. A capela é uma das raras heranças do antigo município de Santo Antônio do Rio Madeira, que pertencia ao Mato Grosso, foi criado em 1908, extinto e anexado a Porto Velho em 1944, quando foi instalado o Território Federal do Guaporé.

O início da construção da capela remonta o ano 1910, com doações de devotos e de diretores da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré para aquisição do terreno e para erguer o templo. A inauguração oficial se deu em setembro de 1914. Com a extinção do município de Santo Antônio, que chegou a ter três mil habitantes, a população foi se mudando para Porto Velho e local foi ficando deserto, tendo o teto da capela desabado. Foi feita uma campanha para a reconstrução do prédio, que guardou algumas das características originais.

A igreja (normalmente) fica aberta diariamente para visitação, as missas são celebradas aos domingos às 10 horas. A festa anual, realizada dia 13 de junho, tem uma semana de atividades, que culminam com o arraial no dia de Santo Antônio.

Ela está localizada a 7 quilômetros do centro de Porto Velho. Para chegar lá, seguir a rua Rogério Weber até a estrada de Santo Antônio, que deve ser seguida até o final. Há asfalto até o cemitério de Santo Antônio, a partir daí seguir por um curto trecho de estrada de terra. Nas proximidades da capela pode ser visto um trecho da Hidrelétrica Santo Antônio; o antigo Marco Divisório Mato Grosso-Amazonas, que depois de restaurado foi instalado ali; o monumento ao centenário da Independência do Brasil, construído pela Câmara Municipal de Santo Antônio do Rio Madeira; e o Memorial Rondon (Ver post sobre o Memorial).

Não há lanchonete ou qualquer ponto comercial no local - exceto em dias de festa. Antes de chegar lá pare em um dos bares da vila para comprar água.


Autor: José Carlos Sá, Teu Norte
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