23 de agosto de 2016 Cultura , História , Passeio

Santo Antônio do Madeira antes de Porto Velho

Destino: Conheça Porto Velho, a cidade de muitos brasis

Distante cerca de sete quilômetros do centro de Porto Velho está o pouco que restou da cidade de Santo Antônio do Alto Madeira. Ela se instalava na margem direita do rio Madeira, ao lado da cachoeira do mesmo nome. O local se tornou um importante entreposto comercial, já que aquele era o primeiro dos 18 obstáculos à livre navegação do rio Madeira em direção ao Mato Grosso, Acre e à Bolívia. De Santo Antônio para a foz, o rio Madeira é plenamente navegável.

Hoje resta muito pouco daquele tempo em que o município foi o maior do mundo, pertencia ao estado de Mato Grosso e se tornou o ponto final da Linha Telegráfica que ligava o litoral do Brasil (a Capital da República era no Rio de Janeiro) aos sertões da Amazônia. A cidade teve duas fases de destaque: durante a exploração do ouro nas minas de Vila Bela da Santíssima Trindade (século XVIII) e depois no Primeiro Ciclo da Borracha (segunda metade do século XIX). A decadência veio a partir de 1943 quando o município foi anexado a Porto Velho, que se tornou a capital do recém criado Território Federal do Guaporé.

Restaram dessa época, o obelisco construído em homenagem ao primeiro centenário da Independência do Brasil, em 1922; a capela de Santo Antônio de Pádua, construída em 1913 e o Casarão ou Sobrado dos Ingleses, cuja data de construção é incerta e discutida.

Os novos atrativos do local são o Centro de Memória Indígena, onde está instalada a exposição permanente "Rondon - Marechal da Paz" e o mirante de onde pode se ver uma parte da Hidrelétrica Santo Antônio. O mirante fica exatamente em frente à saída de água de oito das 50 turbinas e da entrada da "escada de peixes" (por onde os peixes passam para o lado de cima da barragem). Também foi instalado ali o "Marco Divisório Amazonas - Mato Grosso", destruído pelo desbarrancamento do rio Madeira e reconstruído.

 

Centro Cultural Indígena - Exposição sobre o Marechal Rondon

 

 

Marco Divisório (A foto não está torta, o monumento, sim)

Autor: José Carlos Sá, Teu Norte
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